Debaixo do chão de uma casa quase em ruínas, no centro histórico de Loulé, estavam os banhos públicos de uma cidade islâmica.
Ninguém sabia que estavam lá. Em 2006, a Câmara Municipal de Loulé comprou o imóvel, no Largo de D. Pedro I, sabendo apenas, por uma notícia antiga, que ali havia uns arcos; por fora, escreve o Museu Municipal, era «aparentemente uma casa comum». Os banhos estavam mais de dois metros e meio abaixo da cidade atual, ocultos sob os pavimentos e alicerces da casa e soterrados por várias centenas de metros cúbicos de terra.
E não estavam sozinhos. Entre eles e a rua havia uma segunda construção, também ela do maior interesse: a Casa Senhorial dos Barreto. Dois edifícios empilhados: os banhos, do século XII, e por cima deles uma casa erguida entre o final do século XV e o início do século XVI. Quando chegou a altura de os abrir ao público, apareceu o problema. Preservar os dois no lugar podia comprometer partes essenciais para se entender qualquer deles.
Esta é a história de como se decidiu o que fazer com eles.
Um imóvel comum no Largo de D. Pedro I
O que se sabia antes de 2006 era pouco, e as fontes não dizem exatamente a mesma coisa sobre esse pouco: a museóloga Dália Paulo, que acompanhou o processo desde o início, fala de três arcos em ogiva descritos na bibliografia do século XX, citando um estudo sobre as muralhas de Loulé; a National Geographic Portugal, num artigo publicado em 2025, fala de uma breve notícia mais antiga sobre vestígios de uma torre e de arcos góticos. Nem a década coincide, nem a descrição. Por isso, ao longo de todo este texto, o que ali se sabia que havia resume-se a «uns arcos». O que a autarquia comprou aparece igualmente descrito de duas maneiras, um edifício numa fonte e um quarteirão de construções arruinadas noutra, e ambas são compatíveis com o que interessa: ninguém sabia o que estava por baixo.
O sítio fica no Largo de D. Pedro I, em pleno centro histórico, na freguesia de Loulé (São Clemente), concelho de Loulé, distrito de Faro. O decreto de 2023 viria a fixar a área classificada por quatro arruamentos: o próprio largo, a Rua de Garcia da Horta, a Calçada da Horta d'El Rei e a Rua das Bicas Velhas. Era desta última que lhe vinha o nome por que era conhecido: a Casa das Bicas.
As chaminés dentro da parede
As escavações prolongaram-se de 2006 a 2019, treze anos de trabalho. Foram as campanhas iniciadas em 2008 que trouxeram a surpresa. Nas palavras das arqueólogas municipais, citadas por Dália Paulo, aquilo que ali estava «veio mais tarde a concluir-se, corresponde ao estabelecimento de banhos públicos (hammam) da cidade islâmica de Al-'Ulyà».
A pergunta interessante é como é que se percebe uma coisa dessas. Um muro escavado não traz etiqueta, e a diferença entre uma casa grande e um edifício público não é evidente quando o que sobra são fiadas de pedra à altura do joelho.
Foram as chaminés. Estavam embutidas na parede, e chaminés dentro de uma parede não servem uma cozinha: conduzem vapor. Foi esse, escreve Dália Paulo, «o primeiro indício do que se viria a comprovar ser a Sala Quente bem como o hipocausto», o sistema que aquecia o pavimento por baixo. A ficha do inventário do Património Islâmico em Portugal descreve o mesmo raciocínio pelo lado do resultado: «a descoberta de chaminés para o vapor construídas no interior dos muros dos compartimentos e do hipocausto vieram confirmar a funcionalidade do edifício».

A partir daí a leitura do edifício fez-se por comparação, à procura de elementos semelhantes noutras cidades peninsulares. O complexo acabaria por se revelar dividido, segundo o decreto que mais tarde o classificaria, em cinco espaços distintos: sala fria, sala tépida, sala quente, compartimento da fornalha e vestíbulo.
São, ainda nas palavras desse decreto, «os primeiros e, até agora, únicos edifícios desta tipologia arqueologicamente documentados em Portugal, bem como uns dos mais completos complexos do género identificados na Península Ibérica». Repare-se na prudência da formulação, que é do próprio Estado: não diz «os únicos», diz «até agora» e diz «arqueologicamente documentados».
Na investigação e na musealização participaram, ao longo dos anos, os arqueólogos Susana Gómez Martínez, Alexandra Pires e Rui de Almeida, os historiadores Luís Filipe Oliveira e Marco Sousa Santos e a museóloga Dália Paulo, com projeto de arquitetura de Vítor Mestre e museografia da ByAR.
Al-'Ulyà
A cidade que teve estes banhos chamava-se Al-'Ulyà, e é Loulé antes de Loulé se chamar Loulé.
O decreto resume-lhe a biografia em duas linhas: evoluiu de uma pequena aldeia rural, uma alcaria, com origem na transição dos séculos XI e XII, e era descrita, nas vésperas da conquista cristã, «como uma pequena cidade próspera e fortificada, com apreciável valor estratégico, dada a sua localização na interceção dos eixos viários de acesso ao interior e a Faro e Silves». Uma terra de passagem, portanto.
Os banhos foram erguidos no século XII, encostados à muralha da mesma época, perto da zona da alcáçova e da entrada principal da cidade. A localização não é obra do acaso. A arqueóloga municipal Alexandra Pires explicou-o de forma simples quando o assunto chegou aos jornais: estes complexos balneares situavam-se normalmente à entrada das cidades, para que os viajantes pudessem ali tratar da higiene antes de entrar.
Serviam, diz o decreto, «para permitir que habitantes e viajantes pudessem praticar o ritual purificador da ablução, além de banhos mais prolongados», e eram «frequentados por homens e mulheres, em horários distintos». O arqueólogo Rui Almeida acrescentou, à data da abertura ao público, que nestes espaços estava em causa «não só a limpeza do corpo, mas também do espírito».
Do dia a dia dentro do edifício ficaram objetos. Segundo a National Geographic Portugal, entre os achados recolhidos na estratigrafia islâmica contam-se peças de jogos de tabuleiro de estratégia, fragmentos da pia de abluções com decoração, taças, pinças, agulhas e jarrinhas. Nenhuma fonte consultada adianta quantidades, e também aqui não entra nenhum número: o que se pode dizer é que são objetos de higiene, de adorno e de passatempo, ou seja, exatamente aquilo que se espera de um sítio onde as pessoas iam para estar. Das camadas mais recentes, já da época moderna, saíram cerâmicas de uso quotidiano, uma faca e fragmentos ósseos de vários animais.
O que os documentos não dizem
Esta é a parte difícil de explicar.

Uma cidade islâmica tinha de ter banhos públicos. Era equipamento essencial, como hoje é essencial uma escola ou um mercado. Toda a gente em Al-'Ulyà saberia onde ficavam os seus. E, no entanto, o decreto que classificou o monumento escreve isto, com todas as letras:
> «Porém, as fontes escritas não fazem qualquer menção à localização de um hammam, equipamento público essencial no espaço urbano islâmico, cujas estruturas arqueológicas foram recuperadas sob os pavimentos e alicerces de uma casa senhorial do século xv que terá pertencido aos Barreto.»
O contraste com a mesquita torna a ausência mais nítida. Da mesquita sabia-se o sítio, e sabia-se por um edifício que ficou de pé: o antigo minarete foi transformado, depois da conquista cristã, na torre sineira da igreja matriz de Loulé, dedicada a São Clemente. Está lá, à vista, e aponta para onde era. Quanto ao lugar onde o corpo se purificava antes da oração, escreve a National Geographic, «propunham-se apenas hipóteses».
Convém, neste ponto, expor uma tensão entre as fontes em vez de a resolver por conta própria, porque nenhuma delas a resolve.
Por um lado, o decreto afirma que os banhos «serviram a população de forma contínua entre o período almóada e a época moderna, ocupação testemunhada pelas diversas campanhas de obras reveladas». Ou seja: o edifício não deixou de ser usado quando a cidade mudou de mãos.
Por outro lado, Dália Paulo escreve que, no momento em que o terreno foi doado a Gonçalo Nunes Barreto, «a memória dos Banhos Islâmicos já se havia perdido na memória das pessoas». A National Geographic diz o mesmo por outras palavras: nas fundações jaziam «intocados» os banhos da cidade, «há muito esquecidos».
Nenhuma das fontes consultadas escreve a frase que as concilie, e inventá-la seria acrescentar ao registo aquilo que ele não tem. Ficam as duas, cada uma com o seu autor.
A caixa das águas pluviais
Em janeiro de 2014, o centro histórico de Loulé estava em obras de reabilitação. Abriram-se valas para instalar uma caixa de recolha de águas pluviais.

As valas deram no complexo. Além das salas de banhos quentes, tépidos e frios, que já eram conhecidas, apareceram zonas novas: os tanques frios, as latrinas e os vestíbulos, que prolongavam o edifício para nascente.
A caixa é que teve de mudar de sítio.
A arqueóloga Inês Simão, da empresa que acompanhava a obra, contou na altura que a articulação tinha corrido bem e que a obra prosseguira noutras frentes sem atrasos. E explicou o que aconteceria a seguir, que era o que se fazia então: feito o registo, o local seria tapado e protegido, para não sofrer destruição, «enquanto não se pensar numa futura musealização ou o que for possível».
Convém reter esta frase, porque é o estado do problema antes de alguém o resolver. Em 2014, o plano para aqueles banhos ainda era voltar a enterrá-los.
A casa dos Barreto
O edifício de cima foi levantado entre o final do século XV e o início do século XVI.
Também aqui as fontes divergem: o decreto e o Museu Municipal falam de uma casa senhorial do século XV; a National Geographic e Dália Paulo situam-na entre os finais do século XV e o início do século XVI; a ByAR, que assinou a museografia, escreve na ficha de projeto que se trata de uma casa do século XVI. Usa-se aqui a forma que é verdadeira sob todas as leituras.
O terreno foi doado por D. Afonso V a Gonçalo Nunes Barreto. Os Barreto eram senhores do Morgado de Quarteira e alcaides de Loulé, gente da governança da terra. Dália Paulo regista ainda uma segunda fase da casa, já no século XVI, quando foi ampliada por ocasião do casamento de Nuno Barreto com Leonor Melo.
O decreto, note-se, é cauteloso mesmo quanto à propriedade: diz que a casa «terá pertencido aos Barreto». A cautela é do diploma e mantém-se.
E vale a pena juntar aqui o que ficou dito atrás, porque é neste ponto da história que pesa: se, como escreve Dália Paulo, a memória dos banhos já se tinha perdido quando o terreno foi doado, então construiu-se por cima sem se saber por cima de quê.

E a casa não é um pormenor no caminho dos banhos. Dália Paulo descreve-a como um edifício singular no contexto do património cultural da região, e dá a razão: os sucessivos terramotos de que o Algarve padeceu não deixaram ali muitos edifícios antigos de pé. É por isso que a decisão que se seguiu foi difícil. Se por cima do hammam estivesse um prédio banal, não havia dilema nenhum.
Em 2014, a Câmara Municipal de Loulé decidiu avançar para a musealização e assinou para isso um protocolo com a Universidade do Algarve e com o Campo Arqueológico de Mértola, os mesmos arqueólogos de quem aqui já falámos. Foi com a equipa de Cláudio Torres, contou depois o presidente da câmara, que se percebeu «que este espaço teria que avançar para a musealização».
A escolha
Havia, porém, um problema.
O relato do que se passou a seguir é de Dália Paulo, que dirigiu o processo e o publicou num artigo académico.
A equipa estava perante dois edifícios sobrepostos em que, escreve, «as escolhas de preservação (ou não) implicavam com os projetos de arquitetura e de musealização que se estavam a elaborar». O problema técnico era este: para preservar ambos no lugar, corria-se o risco de comprometer partes essenciais para a compreensão de algum deles. Mostrar bem um custava o outro.
Um edifício assentava no outro: o chão da casa senhorial, com a calçada, era o teto dos banhos. Para se poder ver a entrada do hammam, era preciso levantar e mudar de sítio uma calçada da casa dos Barreto. Para se dar ao visitante a noção do volume das salas de banho, era preciso recriar por cima das colunas da casa uns tetos abobadados que já não existem, numa operação a que a própria autora chama «artística». E havia partes dos dois edifícios que, mesmo escavadas, já não conseguiam «falar» a ninguém.
Nenhum dos caminhos possíveis, portanto, saía de graça.
Foram chamados a dar parecer especialistas de várias formações: arqueólogos, historiadores, historiadores de arte, museólogos, arquitetos. Cada um fez, nas palavras da autora, «uma radiografia do lugar», situando-o no contexto regional, nacional e ibérico.
As opiniões dividiram-se, e as duas posições estavam fundamentadas. Uma defendia conservar o edifício senhorial dos Barreto apenas através de uma salvaguarda pelo registo, isto é, documentá-lo exaustivamente antes de o sacrificar. A outra defendia a preservação dos dois edifícios no próprio sítio. Ambas se apoiavam em cartas e princípios internacionais de salvaguarda do património.

E por baixo da questão técnica havia outra, de natureza diferente, que a equipa pôs por escrito:
> «A este se aliava uma outra e que percorre todos os trabalhos ao nível da preservação do património cultural, a de perceber se tínhamos o direito de fazer escolhas que "eliminassem" um dos edifícios a favor do outro.»
Não é uma pergunta de arqueologia. É uma pergunta sobre o que uma geração pode decidir em nome das que vêm a seguir.
«O tempo urgia e era necessário decidir», escreve Dália Paulo. A decisão era da Câmara Municipal de Loulé, e foi «musealizar os dois edifícios que nos contam cinco séculos de história no mesmo lugar de uma mesma cidade».
O que se vê hoje
A decisão obrigou a inventar soluções para a cumprir, porque ficar com os dois é mais difícil do que ficar com um.
Mudou-se de sítio uma calçada da casa senhorial para se poder ver a entrada dos banhos. Os tetos abobadados das salas foram recriados por cima das colunas da casa, numa operação a que a própria autora chama «artística», para dar a noção do volume que os banhos tinham. Um arco em ogiva original ficou junto à passagem do visitante, e de um dos lados a arcaria foi imitada em ferro, apenas para devolver ao lugar a volumetria. Partes que já não conseguiam «falar» foram documentadas e novamente enterradas.
O resultado é um edifício suspenso por cima de outro. Entra-se ao nível da rua, veem-se as colunas e os arcos da casa dos Barreto, e desce-se depois mais de dois metros e meio até ao pavimento dos banhos, que se revelam, escreve a mesma autora, «através de um jogo de luz que permite de imediato perceber as zonas quentes».
O espaço abriu ao público em maio de 2022. Na inauguração estavam previstas as presenças dos ministros da Cultura e dos Negócios Estrangeiros e do embaixador de Marrocos. O espaço integra hoje o Museu Municipal de Loulé, credenciado pela Rede Portuguesa de Museus, e a primeira fase do Quarteirão Cultural de Loulé, um projeto de cerca de cinco mil metros quadrados de área útil que abrange também o edifício do castelo, onde funciona o museu-sede, e o antigo Convento do Espírito Santo.
Pelo Decreto n.º 17/2023, de 14 de julho, o Governo classificou os Banhos Islâmicos de Loulé como monumento de interesse nacional, atribuindo-lhes a designação de «monumento nacional». O diploma foi aprovado em Conselho de Ministros a 22 de junho de 2023 e assinado a 3 de julho. A classificação invoca os critérios do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, e o decreto enumera-os: o caráter matricial do bem, o interesse como testemunho simbólico ou religioso, o valor estético, técnico e material, e a importância do ponto de vista da investigação histórica ou científica.

O que estes banhos são, e o que não são
Falta dizer o que estes banhos não são, e quem o diz é a própria arqueóloga que escavou.
Os banhos islâmicos que se conservam em Espanha estão em melhor estado do que os de Loulé. Alguns mantêm paredes e cúpulas de pé, coisa que aqui não acontece: o que sobrevive em Loulé são muros à altura do joelho, pavimentos e as aberturas do sistema de aquecimento. Quem for à espera de uma sala abobadada intacta vai encontrar outra coisa.
A diferença não é de grau. Os banhos islâmicos espanhóis mais bem conservados, explicou Alexandra Pires, estão inseridos em palácios. Os de Loulé são banhos públicos, situados numa das portas da cidade. Não é o mesmo edifício em pior estado: é outro tipo de edifício.
É por isso que a fórmula do decreto importa. «Uns dos mais completos complexos do género identificados na Península Ibérica» não quer dizer os mais bem conservados, e «os primeiros e, até agora, únicos edifícios desta tipologia arqueologicamente documentados em Portugal» não é a mesma coisa que dizer que não houve outros. Outras cidades islâmicas do território teriam as suas. Estes são os que se escavaram e se leram.
O que ficou
O imóvel quase em ruínas que a câmara comprou em 2006, aquele de que só se sabia que tinha uns arcos, tinha lá dentro dois edifícios separados por mais de três séculos, e a única maneira de mostrar bem um deles era desistir do outro.
Ficaram os dois.
Fontes
- Decreto n.º 17/2023, de 14 de julho (Diário da República). Classifica os Banhos Islâmicos de Loulé como monumento de interesse nacional, com a designação de «monumento nacional». É a fonte primária deste texto e a mais cautelosa nas suas formulações. - PAULO, Dália, «Os Banhos Islâmicos de Loulé e a Casa Senhorial dos Barreto: da arqueologia urbana à musealização de um sítio singular», Medievalista, 34 (2023). O relato do processo de decisão, pela museóloga que o dirigiu. - Museu Municipal de Loulé, ficha do espaço museológico dos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto. - Património Islâmico em Portugal (Universidade Lusófona), ficha do complexo balnear de Loulé. Ficha desatualizada, anterior ao projeto de musealização, usada apenas para o que não caducou. - Jornal de Notícias, 20 de janeiro de 2014, «Escavações em Loulé revelam complexo balnear islâmico único em Portugal». - TSF, 26 de maio de 2022, «Únicos banhos islâmicos descobertos em Portugal abrem ao público». - National Geographic Portugal, 7 de fevereiro de 2025, «Os banhos islâmicos de Loulé». - LUZIA, Isabel; PIRES, Alexandra, «A escavação arqueológica da Casa das Bicas e o edifício do hammam de Loulé», al-'Ulyà, 14 (2013). Não consultado.
### Notas de honestidade
1. A década da notícia antiga que assinalava os arcos diverge entre fontes (anos oitenta numa, década de setenta noutra), tal como a descrição dos arcos. Por isso o texto diz apenas «uns arcos». 2. O século da Casa Senhorial dos Barreto diverge entre três fontes reputadas. Usou-se a forma verdadeira sob todas as leituras: entre o final do século XV e o início do século XVI. 3. O decreto diz que os banhos serviram a população de forma contínua entre o período almóada e a época moderna; Dália Paulo diz que a memória deles já se tinha perdido quando o terreno foi doado, no século XV. Nenhuma das fontes lidas concilia as duas afirmações, e este texto também não o faz. 4. Não se usa a expressão «o mais completo complexo ibérico», que aparece em comunicação da autarquia, porque o decreto e o artigo académico usam formulações mais contidas. Adotou-se a do decreto. 5. Nenhuma fonte consultada quantifica as peças recolhidas, e por isso não se apresenta nenhum número. 6. O artigo académico de Dália Paulo foi lido através de um serviço de leitura de páginas, e não diretamente no sítio da revista, que recusou o acesso automático. O conteúdo citado é literal. 7. O relatório de escavação de 2013, fonte primária do sítio, não foi consultado.